Piadas de Bicha
Um forasteiro viajava de bicicleta pelo interior de São Paulo, quando chegou à pacata cidade de Campinas. Esfomeado, e com pouco dinheiro no bolso, chegou a um boteco e foi logo dizendo:
- Quero comer um americano, por favor?
A bichinha no balcão, de pronto respondeu:
- How are you, my friend??
Uma freira faz sinal para um táxi parar. Ela entra e o taxista não pára de olhar para ela:
— Por que você me olha assim?
Ele explica:
— Tenho uma coisa para lhe pedir, mas não quero que fique ofendida…
Ela responde:
— Meu filho, sou freira há muito tempo e já vi e ouvi de tudo. Com certeza não há nada que você possa me dizer ou pedir que eu ache ofensivo.
— Sabe, é que eu sempre tive na cabeça uma fantasia de ser beijado por uma freira…
A freira:
— Bem, vamos ver o que é que eu posso fazer por você: primeiro, você tem que ser solteiro, e também católico.
O taxista fica entusiasmado:
— Sim, sou solteiro e até sou católico também!
A freira olha pela janela do táxi e diz:
— Então, pare o carro ali na próxima travessa.
O carro para na travessa e a freira satisfaz a velha fantasia do taxista. Mas, quando continuam para o destino, o taxista começa a chorar:
— Meu filho – diz a freira – Porque é que está chorando?
— Perdoe-me Irmã, mas confesso que menti: sou casado e sou evangélico.
A freira conforta-o:
— Deixa pra lá, eu também. Estou a caminho de uma festa a fantasia, e me chamo Alfredo.
Duas bichas conversam: — Ai, Rodriguinho! Eu estou com planos ma-ra-vi-lho-sos pro futuro! — Não me diga, santa! Desembucha, que planos são esses? — Eu vou ser um banqueiro de sucesso! Vou abrir um banco com o meu nome: Banco Bentinho! — Banco Bentiiiiiinho? — pergunta a bicha, surpresa. — Que idéia maluca é essa, amiga? — Ai, eu só estou pensando no slogan: "Aplique no Bentinho! Deposite no Bentinho! Coloque tudo no Bentinho!" Ai, ai…
A bichinha vai ao psicólogo dizendo que quer mudar de vida. — O que o levou a escolher esse tipo de vida? — pergunta-lhe o psicólogo. — Não foi eu quem escolheu! Fui forçado a isso! Quando eu tinha uns 12 ou 13 anos, estava brincando no jardim lá de casa, quando o meu primo veio por trás, me agarrou e abusou de mim ali mesmo! Foi um horror! — Mas você não poderia ter escapado? Não tentou correr? — Tentar eu tentei, mas de salto alto e saia justa, cadê velocidade?!
A bicha estava toda concentrada passando cremes e mais cremes no rosto, quando a outra bichinha, sua amiga, pergunta: — Pra quê tudo isso? — Como, “pra quê”? Pra ficar mais bonita! Pouco depois, a bicha começa a limpar todo o creme do rosto. A amiga comenta: — Ahá! Eu sabia que você ia desistir!
A bicha estava toda concentrada passando cremes e mais cremes no rosto, quando a outra bichinha, sua amiga, pergunta:
- Pra quê tudo isso?
- Como, “pra quê”? Pra ficar mais bonita!
Pouco depois, começa a limpar todo o creme do rosto. A amiga comenta:
- Ah, eu sabia que você ia desistir!
A bicha chega no consultório e fala para o médico:
— Ai, Doutor! Eu não sei o que tá acontecendo comigo! Eu tô cheia de problemas, confusa, atrapalhada… Tô ficando louca!
— E o que você quer que eu faça? — pergunta o médico, com desprezo.
— Ai, doutor! Eu quero que o senhor me examine! Eu acho que eu tô com algum parafuso solto!
Mal acabou de falar, a bicha tirou a roupa e deitou na maca, de bruços.
Como era pago pra isso, o médico foi examinar a bicha. Olhou aqui, olhou ali e concluiu:
— Olha, meu amigo… Você não tem nenhum parafuso solto não! O seu único defeito é a rosca espanada!
Num quartel em Pelotas:
— Recruta! Por que você não me fez continência?
— O senhor me desculpe, capitão, eu não vi o senhor!
— Ah, bom! Pensei que você estivesse de mal comigo.
O sujeito estava usando Super-bond e de repente cola seu dedo indicador com o polegar. Desesperado, ele corre até a farmácia e, meio sem-graça, mostra os dedos colados para o farmacêutico: — Dá pra descolar? — pergunta. E o farmacêutico, com voz afetada: — Mas agora, lindo? A farmácia está tão cheia…
As duas bichinhas caipiras estavam se agarrando no meio da rua: — Sua lazarenta de uma figa! Fia de uma caipora! Vô ti insiná a num olhá pra óme dozotro! — dizia uma. — Eu vô arrancá seus cabelo, vô quebrá suas unha! Sua egoísta! — dizia a outra. — Ái… você borrô meu batom, sua vadia! — E você me arranhô o braço! Olhá só o vergão que ficô! E agora, o que será de mim? Buááá… Como eu sou infeliz… Aí chega um guarda e interrompe a piada: — Vamos parar com essa briga aí, senão eu levo as duas em cana! — Cruzes! — Credo, que violênça! — Aposto que é só porque nóis semo bicha! — Nóis semo não — corrigiu o guarda. — Nós somos! — Hummm… Menina! Mas, juro que ocê num parece!
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